PROPÓSITO E PROCESSO

PARTE I – “QUEM ÉS TU?”

A palavra de Deus nos diz em João 15:16 – “Não gostes vós que me escolhestes a mim;pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”.

Em Efésios 1:4 – “…assim como nos escolheu nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele”

Em João 10:10 – “…eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia”.

Vemos nas referencias bíblica acima que Deus tem um propósito para nossas vidas;

  • Darmos fruto, frutificarmos;
  • Sermos santos e irrepreensíveis;
  • Termos vida com abundância.

Só que precisamos entender que no propósito de Deus para nossas vidas se estabelece um processo a ser desenvolvido, até que tenhamos atingido esse propósito.

O processo em si vai exigir renúncias. Nenhum propósito é atingido sem que haja sacrifícios.

Vamos pegar a vida de João Batista como exemplo para responder a pergunta feita: “QUEM ÉS TU?” – João 1:19 a 23.

Deus tinha um propósito na vida de João Batista que envolvia um processo a ser realizado.

João  Batista era filho de sacerdote, portanto da linhagem sacerdotal. Ele deveria ser um sacerdote, entretanto Deus pede para que ele abdique o sacerdócio e se torne um profeta. Ser sacerdote era“status” em Israel, mas o profeta muitas vezes era rejeitado por ser porta voz de Deus. Sua mensagem nem sempre era aceita, pois apontava o pecado do povodesejando que o mesmo se arrepender-se.

Como sacerdote seu ministério deveria ser exercido em Jerusalém, a capital religiosa. Seu serviço seria no templo, visto e respeitado por todos. Entretanto, Deus lhe pede que vá para o deserto.

Os sacerdotes eram distinguidos com vestes especiais, que os identificava imediatamente, diferenciando-os do restante do povo. Em vez de vestes especiais Deus lhe oferece vestes de pelo de camelo e um cinto de couro.

O sacerdote come do sacrifício que são trazidos ao templo, Deus oferece a João Batista uma alimentação de gafanhotos e mel silvestre.

Como podemos perceber este era o processo para conduzir João Batista ao propósito de Deus.

O propósito nos tira da zona de conforto. O propósito nos tira do buraco da mesmice, acomodação, do desanimo, da desistência. O propósito nos dá significado para a vida.

Quando João Batista se alinha com o propósito, Deus começa a usá-lo de forma tal que saiam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e circunvizinhança do Jordão. Ele estava se tornando uma celebridade.

Diante de tal movimento os sacerdotes e levitas vão ao seu encontro e lhe perguntam: Quem és tu?

És tu o Cristo? João responde: – Eu não sou o Cristo.
És tu Elias? João responde: – Eu não sou.
És tu o profeta? João responde: – Eu não sou.
Então,declara-nos quem és tu? João responde: – Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaias.

Vamos ver que no processo que nos coloca no propósito de Deus, muitas coisas serão trabalhadas.

Não é aquilo que penso ou quero, mas o abrir mão de tudo para que se cumpra a vontade de Deus em nossas vidas.

É ter a capacidade de entender que muitas coisas podem “subir a nossa cabeça”, tais como sucesso, fama, reconhecimento, “status gospel/se tornar uma celebridade”,mas estar consciente do propósito que o Senhor tem para as nossas vidas.

JoãoBatista era um homem totalmente consciente da sua identidade.

O processo para atingir o propósito de Deus para nossa vida, consolida nossa identidade a ponto de podermos dizer: – Eu sei quem sou.

Para que sua identidade fosse firmada em Cristo ele fala algo que deveria estar presente em nossas vidas; “Convém que ele cresça e que eu diminua”.

O preço do propósito de Deus para João Batista foi ele pagar com a própria vida naquilo que ele acreditava, pois morreu decapitado. Entretanto, Jesus fez uma das maiores declarações a respeito de um homem: – “Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista”. – Mateus 11:11.

Vivemos numa cultura da aparência onde nossa identidade é multifacetada. Dependendo das pessoas, situações ou locais, as pessoas colocam máscaras. Isso significa fingimento, hipocrisia, mentira e engano.

O pior engano que pode haver é quando procuramos enganarmo-nos a nós mesmos.

Muitas vezes queremos ser aquilo que na realidade não somos, porém Deus nos conhece por inteiro (Salmo 139). E Deus nos pergunta: – Porque te esforças para ser aquilo que eu não te fiz para ser?

Quando não nos comprometemos a realizar aquilo que nos é requerido, significa que estou no lugar errado, fazendo a coisa errada. Pare! Procure o propósito de Deus, pois é isso que dará significado e realização para sua vida.

Deus abençoe!
Ap. Sidinei Consteila.