Um Espírito Excelente

Daniel 6: 1 a 5

O tempo passa depressa demais. As mudanças são velozes. Os conceitos se alteram com uma facilidade incrível. Os valores e princípios são cada vez mais relativizados. Em meio a tudo isso, nós pastores, como podemos nos tornar referencial nesta geração.

Entendo que antes de sermos referencia para a nossa geração, teremos que ser antes de tudo referencia para Deus. Vamos ver que Deus cita alguns nomes que Ele vê como referencia.

JÓ – Jó 1:8 – “Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal”.

MOISÉS – Números 12:6 a 8 – Não é assim com meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor; como, pois, não temeste falar contra o meu servo, contra Moisés?”

ABRAÃO – II Crônicas 20:7 – “Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel e não a deste para sempre à posteridade de Abraão, teu amigo?”

NOÉ, DANIEL E JÓ – Ezequiel 14:14 – “ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvariam apenas a sua própria vida, diz o Senhor Deus”.

Penso que nosso nome deve ser conhecido nos céus e reconhecido no inferno. Muitas vezes queremos que ele seja conhecido e reconhecido na terra.

Lucas 10:20 – “Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus”.

O que certamente pode nos tornar uma referencia para esta geração? Certamente poderemos citar uma série de requisitos, porém prefiro partir do geral para o particular, ou seja, irmos na fonte de onde emana todas as qualificações para nos tornarmos referencia.

Daniel 6:1 a 4 – “Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o reino não sofresse dano, porque NELE HAVIA UM ESPÍRITO EXCELENTE; e o rei pensava em estabelece-lo sobre todo o reino.

Daniel foi um homem que viveu na Babilônia, o império dominante da época. Rica, poderosa, idólatra, hedonista. Daniel conviveu com o poder, pois assistia diante do(s) rei(s). Um homem que foi referencia para uma nação inteira, em diferentes governos.

Quero salientar algumas situações que o caracteriza um moço/homem de referencia e que certamente servem de exemplo para nossas vidas. Coisas por demais conhecidas nossas, mas que vale a pena recapitular.

Daniel 1:3 a 9.

Levado como escravo deveria se submeter a um processo para que pudesse assistir no palácio do rei. Quem não gostaria de conviver com a nobreza, com o palácio? Isso é tremendamente sedutor. Qual era o processo?

Absorver a cultura dos caldeus – como cristãos estamos sendo borbardeados pelo marxismo, ateísmo, materialismo, relativismo. Onde pecado não é mais pecado, mas problema. Problema se resolve, mas pecado precisa de arrependimento. Pecado agora é questão de ponto de vista.

Aprender a linguagem dos caldeus – nada é tão eficaz para você se contextualizar dentro de uma cultura do que a língua por ela utilizada. Muitas vezes nossa linguagem não é mais espiritual, mas empresarial – estratégia, marketing, crescimento. Aquilo que temos e o que pregamos não tem preço, pois se projeta na eternidade.

Comer as finas iguarias do rei – há muitos pratos que Satanás tem preparado para os cristãos. Diga que comida você prefere e certamente ele preparará o melhor para você. Internet, sexo, pornografia, dinheiro, fama, status, reconhecimento público.

Trocar seu nome judaico para babilônico – Daniel (Deus é meu Juiz) para Beltessazar (Bel protege). Bel era o Deus principal da Babilônia. Trocar o nome indica troca de identidade.

Daniel como referencia: Resolveu Daniel firmemente não contaminar-se. Um homem que não negocia seus princípios e valores.

Daniel 2 – O sonho de Nabucodonosor.

O rei manda chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus para que lhe revelem o sonho, pois não se lembrava e que lhe dessem a interpretação.

Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios, e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fosse mortos. – emitido um decreto de morte.

Daniel pede um tempo para buscar a Deus. O Senhor lhe revela o sonho e lhe dá a interpretação.

Um homem de espírito excelente busca o Senhor e dele recebe revelação, mas acima de tudo tem a autoridade espiritual para revogar decretos de morte. Deus nos deu essa autoridade em nome de Jesus. Muitas vezes estamos sendo visitados por um espírito de morte, não apenas morte física, mas espiritual. Estamos sendo afligidos, angustiados, preocupados, estressados, desanimados, depressivos a ponto de desistir. Em nome de Jesus revogue esses decretos de morte sobre tua vida, família, igreja e ministério.

Versículo 48 – “então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe muitos presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia”.

Daniel 5:11 – “Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; nos dias de teu pai, se achou nele luz, e inteligência e sabedoria como a sabedoria dos deuses; teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus e dos feiticeiros, porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis se acharam neste Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação”.

Daniel como referencia: Homem que busca a Deus, tem revelações dos mistérios ocultos para a maioria das pessoas e tem autoridade de revogar decretos de morte, sujeitando todo o principado e potestade e forças espirituais e dominadores deste mundo tenebroso debaixo do nome de Jesus.

Daniel 6: 1 a 4 – Daniel na cova dos leões.

Um homem de espírito excelente sempre terá inimigos.

Buscaram acusá-lo de alguma coisa e não conseguiram porque ele era fiel e não se achava nele nenhum erro nem culpa.

Buscam novamente atacá-lo e o rei sanciona um decreto de morte – lançado na cova dos leões.

Três vezes por dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.

Foi para a cova dos leões e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.

Daniel como referencia: Um homem de coragem que não se abalou diante dos inimigos e das circunstancias. Orava e cria no Senhor.

Creio que este é um tipo de homem que podemos nos espelhar para sermos referencia em nossa geração. Basta somente uma coisa – sermos homens e mulheres com um espírito excelente.